August 31, 2006

Partindo rumo a Baia de Camamu


O dia 18 de agosto foi nosso dia de preparação para a partida, a previsão era saírmos mais uma vez durante a noite e passamos o dia na função de pagar as contas no bar do Iate, fazer a navegação até Camamu, comprar gelo de botinho (esta função foi minha) e terminamos o dia tomando um banho de piscina e sauna no Iate Clube.
Nesta noite jantei com os amigos Santini e Valmir do veleiro Radum além do Ricardo do Taai Fung e Bilene estiveram presentes por lá também o Van Gogh, Reembrant, Delacroix, enfim...vou explicar!!!
Enquanto jantávamos rolou a apresentação de um pintor mediúnico, que conversa com pintores falecidos que ainda pintam neste nosso plano espiritual, os nomes citados são bricadeira, mas que o cara pinta bem ele pinta mesmo.
Assim depois de jantarmos foi tempo de despedida e agradecimento da hospitalidade do Iate Clube e a meia noite do dia 18 o Astrolábio levantou a mestra, subiu a âncora e partiu de Ilhéus junto com os outros veleiros.

Praia das Conchas


Para quem vem do mar a praia das conchas é passagem obrigatória para os barcos que querem ancorar em Itacaré, depois de vencer a entrada estreita entre bancos de areia que formam ondas junto ao quebra mar, navega-se paralelo a praia e por fim chega-se a um rio.
Boa ancoragem e noite tranqüila para que se arrisca, mas conhecendo melhor o Rubens depois da experiência de Sto André o mais perto que ele passaria dalí seria umas 10 milhas da costa.
Uma pena, assim como Abrolhos teria eu ficado alí mais uma semana.

Tempo para fazer amigos...



Comemos camarão, peixe vermelho, muito caipirinha de tarantin e jogamos muita conversa fora, Kanaloa, Flame, Sun Feeze, Astrolábio e aquele que não sei o nome ainda foram os barcos presentes nessa roda de novos amigos, num cruzeiro assim as paradas e o tempo em terra são fundamentais para as pessoas se conhecerem, sair da rotina e dos próprios barcos e embarcar numa trip do asfalto foi para mim a primeira oportunidade de conhecer melhor as pessoas que participavam deste passeio pelo litoral do Brasil. Todos tem uma história interessante para contar do porquê e como chegaram até alí. O intruso da foto ai não era velejador, mas conquistou a simpatia de todos apesar de não ter rachado a conta no final !!!

Velejadores no asfalto





A parada de Ilhéus nos proporcionou a possibilidade de alugar carros e ir até Itacaré, 6 carros, 30 velejadores e o dia todo para conhecer este vilarejo de praias lindas, agito e moçada transada. Naquele dia 17 iniciava-se uma etapa do WTC - surf feminino e haveria ainda a etapa mundial do masculino. A estrada até lá é fascinante, às vezes pelo interior sem ver o mar e com a mata fechada, de repente o mar aparece lá embaixo do morro revelando praias lindas, os carros dispersaram e cada um optou por uma das praias Itacaré.
Conchas, Tiririca, Itacarezinho...todas valem a pena. Eu fui no carro com a tripulação do Flame, o barco australiano que tinha como tripulante neste cruzeiro o Dr. Wilson, Cirurgião carioca além do casal Paul e Diana, foi tempo de conhecer um pouco da histórias de pessoas que ainda não tinha conhecido e contar um pouco das minhas. Ficamos a maior parte do dia bebendo, comendo e papeando com o pessoal do Sun Fizz e sinceramente com a tripulação de mais um veleiro que ainda não registrei o nome.

Tio Oswaldo e Pé cum Pano



Na noite do dia 17 resolvi sair na balada de carona com o pessoal dos barcos Isadora e Macanudos, eles estavam ainda com os carros alugados durante o dia, pois havíamos feito uma caravana de 6 carros alugados para conhecer Itacaré, 60 km ao norte. As fotos e fatos deste passeio descreverei no próximo capítulo.
Rodamos, rodamos atrás de um barzinho transado e como já disse Ilheus JÁ FOI a cidade do agito e da balada, rodamos a cidade inteira e finalmente acabamos parando em um lugar que prometia ser legal e assim estava armada mais uma surpresa da viagem.
O Mar Aberto é um bar aberto de frente pra praia, boa música e cerveja gelada, tudo o que um bar deve ser. No banheiro tinha uma mensagem: " mais vale uma barriga de cerveja do que uma corcunda de trabalho".
O Oswaldo, dono do mar foi muito simpático desde o começo, conversamos sobre o cruzeiro e falando de vela ele não hesitou em nos perguntar a respeito de um tal de André, velejador de Sampa. Eu tava de orelha no assunto e ninguém se manifestando perguntei sem pretensões mais detalhes do tal de André.
Conclusão, Tio Oswaldão e seu sobrinho "Pé cum Pano" ou para os amigos recentes "La coste" ; com toda liberdade que tenho com esse grande amigo de São Paulo, recêm Papai, companheiro de regatas da represa guarapiranga, tripulante do barco Tina e companheiro insano da minha viagem inaugural do meu barquinho Uauyara de Santos a Ilha Bela, que mundo é esse que nos tira e devolve de surpresa pessoas tão queridas. Valeu Oswaldão, o Mar Aberto é DUCA...!!!

Centro histórico



Apesar de decadente, a cidade de Ilhéus preserva muito bem o seu passado e o centro histórico é muito bem preservado, a cidade tem todos os serviços de uma cidade grande e as únicas coisas que não recomendo são o serviço de correio e o de lavanderia, lavanderia pelas notícias dos que se arriscaram e tiveram roupas desaparecidas e outras que seriam melhor que nem tivessem voltado.
Quanto ao correio tive uma experiência própria desgastante, uma vez que ao postar o CD do cruzeiro para minha Amada Bianca e inserir um cartão do meu vale transporte no envelope (inútil nesta viagem) só chegou o CD riscado. O cartão ninguém achou até agora, talvez o Jorjão tenha recebido!!!

Ilhéus - "Já fui alguém"






O Iate clube de Ilhéus nos recebeu com muito carinho, programaram eventos de arte, música e culinária e ofereceram todas as dependências do clube para os participantes do cruzeiro. Na programação haveria mais uma reunião de comandantes, discursos de autoridades e como sempre "aqueles" aplausos de agradecimentos...
A cidade de Ilhéus tem um aspecto decadente e ficou marcada para mim como a cidade do "já foi" e "já teve", Jorge Amado, Porto exportador, Cacau, Riquezas e Futuro...tudo ficou no passado e a cidade hoje vive de lembranças!!!
O Iate clube é um retrato disto e precisa de um bela reforma, a começar pelo taxiboat que vivia quebrando e assim os botinhos causaram tumulto no pier do clube; na cidade inteira não há uma única marina e no próprio Iate Clube não há barcos fixos, mas apenas viajantes como nós.
Os dias em Ilhéus foram preenchidos com a preparação para a próxima perna, serviços como revelação, correio e internet, enfim aproveitamos a estrutura de uma cidade grande para colocar em dia os assuntos pendentes.
As noites eram sempre agitadas, não pelas baladas, mas sim pelo balançar dos barcos ancorados e por Deus como o mar ali balança !!! A sensação de dentro do barco é a mesma de quando estamos navegando.

Ilhéus na proa



Na noite anterior durante o sarau soube que havia um cd produzido especialmente para o cruzeiro pela Suzy e o Vitor do barco Simbá, são 4 músicas de muito bom astral e ritmo.
Depois de passado o susto do encalhe passamos mais uma noite acordados na vela e no motor, com o mar relativamente tranqüilo e mais uma vez sob um luar porém agora mais tardio.
Rolou sopinha, coca cola, bolachas e entre papos, discussões e silêncios continuamos a pescar o cabeção, ao menos alternávamos a pescaria durante a noite. Durante as viagens noturnas não fazemos turnos para dormir, o Rubens provavelmente porque não confia em deixar o barco na minha mão sozinho e ir dormir, e eu por fidelidade ao capitão, no fim encaro isso como um treino para a navegação em solitário que um dia possa realizar, (no fundo acho que ele também está treinando)!!! Depois de 15 horas avistamos Ilhéus na proa e por volta de meio dia estávamos entrando para dentro do porto.

August 30, 2006

Preparação e despedida



Na foto ao lado um visual do vilarejo de Cabrália e a despedida da noite anterior a partida ao som dos barcos Serenata, Simbá, Radum, Taai Fung e eu é claro do Astrolábio (som profissa!!!)
Depois de 3 dias inteiros alí o Rubens decidiu de uma hora pra outra que iríamos na tarde do dia 14 de agosto antes do cair da noite, tínhamos a barra de novo pela frente e o vento a favor assim seria prudente sair com luz para mar aberto. Combinamos com os barcos Beduína, Bilene e o Cavalo Marinho a saída em grupo, e lá veio o Mestre Carlindo novamente cumprir o seu papel de prático do "porto".
Dos 3 barcos apenas o Cavalo Marinho era um monocasco e tinha um calado como o nosso, em torno de 1.98, os outros calam 60 cm e não tem a mesma preocupação de encalhe. Saímos na rabeira desta caravana e já anoitecendo era hora do lusco fusco, a mais confusa, não deu outra e um pouco que derivamos a bombordo sentimos o barco tocar o fundo de areia. Não tem coisa pior do que ficar preso sem ter por onde sair, anoitecia e os barcos que iam na frente desapareceram, falei no rádio com um deles pedindo auxílio e o mestre Carlindo já voltava sozinho numa embarcação de pesca sem iluminação nem rádio. Foram 30 minutos de gritaria, escuridão e ansiedade e tive que lançar o cabo 5 vezes para finalmente sentir que o barco soltou e fomos rebocados para mar afora despedindo finalmente da Vila de Sto.André. Tenso com tudo eu estava feliz, pois havia passado no teste de marinharia, o Capitão não me fez andar pela prancha nem pegar um avião de volta, e assim juntos tomamos o rumo de Ilheus.

O Cruzeiro Costa Leste


A bandeira ao lado é "obrigatória" para todos os participantes do Cruzeiro Costa Leste 2006, apesar do Rubens toda hora me pedir para enrolá-la pois o barulho que ela faz e realmente muito chato.
Este evento náutico é realizado a cada dois anos e estimula os barcos brasileiros a subirem a costa do Brasil em uma caravana náutica totalmente amadora; os Argentinos tem a versão deles - o Cruzeiro da Amizade - que sobe de Buenos Aires até o Rio, e nós temos o Costa Leste que vem do Rio até Salvador. Todos se encontram no Rio de Janeiro e sobem juntos. O fato é que os argentinos continuam subindo a costa e em barcos muitas vezes não maiores do que 27 pés provando serem eles excelentes velejadores e pessoas muito divertidas também.
Na edição deste ano temos ainda o veleiro Flame do casal Paul e Diana, que vieram da Austrália e esbanjam simpatia nos seus 60 anos de vida. O Paul me confessou que daqui vai para o Caribe e depois para Escócia, pois lá poderá beber um verdadeiro whisky escocês. Pode?

Reunião de comandantes e almoço


Sábado a noite todo mundo bebeu e caiu na "balada" fazendo presença na preparação da nossa recepção, foi uma balada de rua, em frente a um bar bem decorado e música ao vivo. No final ficou de novo aquela loucura do "MSB" - movimento dos sem bote e comigo não foi diferente, eu cheguei ao ponto de pensar em ir nadando, mas não foi preciso fui de carona com o bote do Horizonte.
Diferente de Abrolhos, deu para dormir muito bem sem movimento do barco e na manhã seguinte a ressaca foi logo cortada na reunião de comandantes. A reunião é feita a cada parada prevista para estabelecimento de eventos, rotas, procedimento de entrada e fundeio nos próximos locais do cruzeiro, são definições em conjunto entre os comandantes lideradas pela organização. É compreensível que hajam excessos de comando e dos participantes e se agosto é o mês do cachorro louco, dia 13 então é dia do "Cão preto peludo chupando cabrito", teve discussão aos gritos e alguns excessos deixaram um clima tenso de novo!!! Só mesmo um almoço oferecido na pousada Gaili regado a caipirinha grátis, acarajé gratis, um peixe maravilhoso gratis e pronto, todo mundo sorrindo de novo gratuitamente!!! Viva a alegria !!!

O Futuro do vilarejo




O vilarejo de Sto. André






Passada a turbulência da entrada de todos os barcos na barra, aos poucos todos foram se acomodando e achando seu espaço, o Rubens ainda não se conformava o que a gente estava fazendo alí e eu tava no clima "vem que eu traço". Teriamos uns 4 dias por alí, sem a correria de Abrolhos, mas seria um teste, pois aqui ele poderia me oferecer a "prancha" ou uma passagem de volta.
O Vilarejo de Sto.André pertence a Sta. Cruz da Cabrália e em 20 minutos chega-se a Porto Seguro. Vilarejo pobre, carente e cheio de constrastes com hoteis e pousadas de luxo, ver os barcos alí ancorados não foi diferente. Muitas crianças e expectativas dos comerciantes locais com a nossa chegada, os moradores colocaram uma ansiedade na nossa estada alí acima do normal e acabaram nos recebendo muito bem.
Na programação do cruzeiro haveria alí no dia 13 agosto a reunião dos comandantes antes do almoço de confraternização e assim tivemos mais tempo para explorar o rio de botinho. Fomos até Cabrália, fizemos supermercado, internet, correio, enfim...pudemos nos reestabelecer para a próxima perna até Ilheus.

Abrolhos / Sto André














Velejar de Abrolhos até Sto.André foi alucinante, primeiro a baleia passou por debaixo do barco, depois teve um pôr do sol no mar e para iniciar a noite logo após o sol ter ido embora veio a lua cheia, o mar estava bom, ondas de leste e vento de 20 nós de sudeste velejando confortavelmente sem ligar o motor durante as 20 horas até chegar na região de Porto Seguro, andamos tão bem que acabamos chegando mais cedo do que o esperado, antes do amanhecer, o que não era o ideal uma vez que a região é cheia de barcos de pesca, espinhéis e arrecifes e tudo isto no escuro não é muito aconselhável. Sendo assim literalmente fizemos hora e velejamos pra mar aberto afim de gastar o tempo até que o sol aparecesse, neste momento o vento aumentava para 25 nós e para não ser diferente de Abrolhos muita chuva nos deixou novamente ensopados. Com o vento forte as ondas aumentaram e estavam empurrando o barco pela popa, muito cuidado nesta hora e o movimento do barco passa a ser desconfortável e arriscado. A entrada da Barra de Sto. André é estreita, cheia de baixios e vc deve entrar literalmente tirando fina dos corais para não encalhar, tinhamos até as 9 horas para ainda aproveitar a maré alta, caso contrário teriamos que esperar até de tarde lá fora o que não seria bom, dos 42 barcos participantes pelo menos 20 chacoalharam muito ancorados até as 14 horas quando a maré subiu de novo, alguns encalharam e outros até desistiram de entrar seguindo direto para Ilheus apesar da organização do Cruzeiro Costa Leste ter contratado o Mestre Carlindo, marinheiro da região, para seguir na frente de cada barco até que todos estivessem em segurança dentro da barra, a sensação foi de estar navegando numa máquina de lavar e foi assim até que não entrasse dentro do rio.

August 29, 2006

Levantar a âncora ao seu tempo...





Coloquei o despertador para as 5 da manhã, estava mais ansioso em mergulhar do que o Rubens de ir embora, e foi assim que enquanto ele recebeu a visita do Ibama e comprou alguns suvenirs, eu me ofereci para limpar o casco do Astrolábio !!!
Sumi do mapa e me deliciei com a vida embaixo d´água de Abrolhos, budiões, pomacantus, corais de vários tipos, poliquetos, moréias, Frades...enfim, voltei para dar uma limpadinha rápida no casco.
Depedidas rápidas, levantamos a âncora e velas ao meio dia, pois havia um vento muito favorável e assim nos despedimos velejando entre os barcos que ainda estavam ancorados. Confesso que foi cedo demais para o meu coração, pois ainda sobrou o que fazer antes de partir, mas tudo tem um motivo e iria me convecer em breve que seria aquele mesmo o momento do Astrolábio ir embora do paraíso. Duas horas depois da partida e nenhum barco ainda na popa, velejávamos muito e o sol já deitava no oeste quando avistamos uma Jubarte ao Leste, na nossa proa, tivemos que ajustar o piloto automático arribando para desviar dela, mas a gente pensa que pode né?
A baleia simplesmente assumiu o comando da situação e demonstrou quem traça o rumo nas águas por aqui, nadou paralelo por boreste, virou e investiu pelo través mergulhando pelo fundo azul bem abaixo do barco em movimento, sumiu pra sempre e nos deixou de boca aberta!!!

Amizades




Amizade é coisa de alma, só tem alma quem tem pelo menos um amigo, amigos por definição minha é aquela pessoa que fala que sua boca tá suja, que seu ziper abriu, que vc tá sendo ridículo, aponta o dedo na cara e te alerta para a M. que vc tá fazendo, o resto é espectador!!! Na vida podemos ter muitos amigos, mas é dificil mantê-los por perto, muitos se vão e não voltam, mas dai vc conhece outros que preenchem um pouco do espaço deixado. Nesta ciranda na ilha comecei a fazer novos amigos, não fossem eles não estaria aqui, e aqui fazendo mais amigos acabei reencontrando através de notícias um velho amigo desgarrado a pelo a 10 anos, obrigado Roberto, obrigado Berna, não tem coisa melhor do que reencontrar um velho amigo !!! Ainda assim na terra do isolamento.

Comer, beber e dançar...





A euforia tomou conta, todos estávam na ilha cansados e realizados, e o tempo foi curto para tentar comer, dançar, beber e conversar antes de voltar aos barcos e descansar, pois a perspectiva do dia seguinte seria mais 20 horas até o vilarejo de Sto André. Teve forró, churrasco, bebida, conversa fiada e piadas, e foi sobrando um a um os desgarrados sem bote para voltar aos barcos, voltei de carona com o pessoal do barco Corall, os gauchos tchê, terra da simpatia gratuita, nunca vi povo mais legal !!! estava pra descobrir nesta carona a minha primeira feliz coincidência desta viagem!!!

O Azul é transparente




Dá pra imaginar o quanto chegamos cansados depois das 33 horas de Vitória até aqui, só teríamos mais um dia na ilha para mergulhar e ir embora, veio a desvantagem de estar participando de uma caravana e não se largar por uma semana neste mar tão azul e tão transparente, quem já foi sabe o que tem lá embaixo !!!

Visual de paz e isolamento


Conhecendo a sede na Ilha de Sta. Barbara





A programação era descer na ilha para participar de um churrasco e cerveja com muito forró, estávamos pela primeira vez em terras baianas e fomos recebidos com muito carinho pelo pessoal do Ibama, Farol e pela Marinha. Todos visitaram o Farol para apreciar "aquele" nosso amigo da navegação que nos alerta de longe sem parar que alí está um arquipélago de encanto e de duas faces, perigoso e fascinante.

Ancorados em Abrolhos



Vir para este arquipélago é um sonho para todos os seres humanos que valorizam a natureza, estar aqui numa espécie de caravana da vela é mais astral ainda, para mim foi a conclusão da primeira perna e a garantia da segunda, afinal mesmo que o Rubens não quisesse mais não era alí que iria desembarcar, apesar de não ser uma má ideia.

Chegada no Parque Nacional Abrolhos



A chegada ao Parque desperta qualquer um mesmo que não tenha dormido nada, ao amanhecer as baleias pulam desembestadas no horizonte e a vontade de chegar, ancorar e tirar um ronco aumenta a ansiedade. Foi assim que no dia 11 de agosto ancoramos junto com os outros barcos na baia da Ilha de Sta. Barbara no Arquipélago Marinho dos Abrolhos. Detalhe - ensopados !!!