Preparação e despedida

Na foto ao lado um visual do vilarejo de Cabrália e a despedida da noite anterior a partida ao som dos barcos Serenata, Simbá, Radum, Taai Fung e eu é claro do Astrolábio (som profissa!!!)
Depois de 3 dias inteiros alí o Rubens decidiu de uma hora pra outra que iríamos na tarde do dia 14 de agosto antes do cair da noite, tínhamos a barra de novo pela frente e o vento a favor assim seria prudente sair com luz para mar aberto. Combinamos com os barcos Beduína, Bilene e o Cavalo Marinho a saída em grupo, e lá veio o Mestre Carlindo novamente cumprir o seu papel de prático do "porto".
Dos 3 barcos apenas o Cavalo Marinho era um monocasco e tinha um calado como o nosso, em torno de 1.98, os outros calam 60 cm e não tem a mesma preocupação de encalhe. Saímos na rabeira desta caravana e já anoitecendo era hora do lusco fusco, a mais confusa, não deu outra e um pouco que derivamos a bombordo sentimos o barco tocar o fundo de areia. Não tem coisa pior do que ficar preso sem ter por onde sair, anoitecia e os barcos que iam na frente desapareceram, falei no rádio com um deles pedindo auxílio e o mestre Carlindo já voltava sozinho numa embarcação de pesca sem iluminação nem rádio. Foram 30 minutos de gritaria, escuridão e ansiedade e tive que lançar o cabo 5 vezes para finalmente sentir que o barco soltou e fomos rebocados para mar afora despedindo finalmente da Vila de Sto.André. Tenso com tudo eu estava feliz, pois havia passado no teste de marinharia, o Capitão não me fez andar pela prancha nem pegar um avião de volta, e assim juntos tomamos o rumo de Ilheus.


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