Como num passe de magica......
Em Fevereiro deste ano fiquei uma semana no Bracuhi, morando no estaleiro enquanto trabalhava no meu veleiro Uauyara, um ranger 22 pes. De dia sofria com o intenso calor e de noite lutava com pernilongos que bebem SBP de canudinho, uma semana entre tintas e ferramentas.
Em umas destas noites voltava do jantar no Cabana como de costume e no silencio da noite andando pelo pier pensava se neste ano eu realmente viajaria para a Italia, local aonde havia uma missao de ordem pessoal a cumprir, uma decisao que mais cedo ou mais tarde eu deveria tomar e pensando nisso adormeci.
Em umas destas noites voltava do jantar no Cabana como de costume e no silencio da noite andando pelo pier pensava se neste ano eu realmente viajaria para a Italia, local aonde havia uma missao de ordem pessoal a cumprir, uma decisao que mais cedo ou mais tarde eu deveria tomar e pensando nisso adormeci.
Foi neste contexto que no dia seguinte encontrei a Christina Amaral do Veleiro Aquarela enquanto eu pintava o fundo do barco, e numa conversa despretensiosa me perguntou de repente se eu nao gostaria de ir trabalhar na Italia, ???? coincidencia ou destino??? O que se faz nessas horas??? Nada, apenas ACEITA.
Era dia 28 de fevereiro e assim começou uma correria maluca entre Paraty, Ubatuba, Jundiai, Tatui e SAmpa para organizar uma revoluçao e organizar em 30 dias o que seriam os meus proximos pelo menos 6 meses.
Era dia 28 de fevereiro e assim começou uma correria maluca entre Paraty, Ubatuba, Jundiai, Tatui e SAmpa para organizar uma revoluçao e organizar em 30 dias o que seriam os meus proximos pelo menos 6 meses.
Apos uma despedida engasgada em cumbica com meu pai, gabriel, ana maria minha mae e a Bianca, parti para uma noite de aviao ate Amsterdam, uma conexao para Roma, um trem para Termini, 3 metros, outra noite de onibus ate Bari, mais um onibus e finalmente dia 13 de abril, as 6 horas da manha, depois de 36 horas de viagem, entrava pela porta do CUS - Centro Esportivo Universitario, para encarar os proximos 6 meses de uma nova rotina enquanto todos ainda dormiam, nao foi dificil ver o Fetch 4, minha nova casa e escritorio com um mastro de 36 metros e 4 cruzetas entre outros 200 veleiros ancorados, era um sonho sim, mas realmente eu estava na Italia para trabalhar num veleiro de 80 pès.
Deitei num muro baixo entre minha bagagem e meus sonhos admirando aquela tranquilidade, nao quis interfirir naquela paz e cansado adormeci ali mesmo enquanto o sol levantava, pensando em quantos desafios haveriam a partir daquele momento pela frente e de como tudo isso havia se concretizado desde o encontro com a Christina no Bracuhi como num passe de magica divino.
Deitei num muro baixo entre minha bagagem e meus sonhos admirando aquela tranquilidade, nao quis interfirir naquela paz e cansado adormeci ali mesmo enquanto o sol levantava, pensando em quantos desafios haveriam a partir daquele momento pela frente e de como tudo isso havia se concretizado desde o encontro com a Christina no Bracuhi como num passe de magica divino.


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