September 01, 2006

Não espalha o fato !!!


























Em Taipú de fora passamos todo o dia bebendo, comendo e como vcs vêem alguns comandantes padeceram no paraíso, final da tarde enfrentamos mais 40 minutos de saculejo na estrada de terra para voltar e ainda mais meia hora de escuna de Barra Grande até a Pousada da Soninha. Chegando no "bar central" as conversas eram de quando, como e para onde seria a próxima parada antes de chegar em Salvador.
Alguns iriam direto, outros sugeriram parar em Morro de SP para dormir.
O fato é que ninguém queria sair durante a noite de Camamu por causa dos recifes escondidos e todos preferiam chegar em Salvador durante o dia, afinal as luzes da cidade e a iluminação da entrada do porto se confundem na escuridão da noite, sem falar dos navios.
Neste cenário decidimos sair cedo na manhã seguinte e dormir em Morro de SP.
Última noite em Camamu e rolou a movimentação de uma balada entre os mais jovens, a caravana se organizou para saculejar mais uma vez 45 minutos até a vila de Barra Grande para ir dançar no único bar boate que tinha na região, o Espalha Fato.
A negociação foi complexa, feita entre os barcos Astrolábio, Arizon, Prometeus, Isadora, Pasagardas, Poesia e Kapiao e até o Rubens entrou no VHF para pechinchar o preço do Jipe, do Bar e da caipirinha de graça que o bar oferecia, foi uma tremenda zona no canal 06. Parecia um pregão.
Enfim a turma de 11 pessoas, incluindo eu, se aglutinaram dentro e fora do jipe e saculejaram na ida e na volta sob um céu muito estrelado e as luzes do faról de Península de Maraú vum visual alucinante. Já na "pista de dança" só deu a gente, tinha lá mais umas 4 pessoas, sendo dois os donos do bar. Transado o lugar, com uns desenhos legais na parede e no teto, as caipirinhas eficientes e o atendimento atencioso. Todos dançaram pela primenria vez juntos e lá pelas 2 da manhã os "mais experientes" como eu começaram a pôr uma pilha na moçadinha, confusão para pagar como sempre e iniciamos o saculejo da volta.
Voltamos ligeiramente desfalcados, pois além de um tripulante desertor que não voltou, tinha outro desacordado pelo excesso de caipirinha e notamos estes excessos pela quantidade de paradas necessárias durante o caminho de volta. Toda hora alguém gritava: - Vai vomitar !!! Quero fazer xixi !!! ou os mais caras de pau - Caiu minha sacola !!! e assim aos trancos e barrancos fui em silêncio me segurando, segurando até que olhando para meus pés notei, já quase chegando, que havia deixado meu único e querido tênis desta viagem no Espalha Fato !!!

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